Um dos objetivos de nossa avaliação com o Prius é avaliar a eficiência do modelo na utilização diária. Depois de vários dias de convivência, não restam dúvidas sobre a viabilidade do modelo e suas vantagens do ponto de vista ambiental. No último post sobre o Toyota, expliquei como o sistema híbrido funciona (veja ). Agora, tentarei mostrar como a tecnologia faz o carro se comportar na prática.

O Prius é esperto. Tem bom desempenho, com ótimas respostas do acelerador, graças em parte ao câmbio automático CVT. Quando o trânsito está congestionado e não há como pisar muito no pedal da direita, o motor a combustão se desliga e o carro é movimentado apenas pela energia elétrica. Bom para a qualidade do ar e para o bolso, na hora de abastecer (as médias de consumo serão reveladas na avaliação completa, mais adiante).

Quando peguei a estrada com o Prius, imaginei que em algum momento a propulsão ficasse a cargo apenas do bloco a combustão. Afinal, em rodovias consegue-se manter velocidade mais constante e as baterias são recarregadas apenas quando os freios são acionados, o que poderia fazer com que a carga ficasse baixa demais, desativando o motor elétrico. Ocorre que o sistema é eficiente e aproveitou bem a energia cinética, apesar do menor número de frenagens em relação ao ciclo urbano. Mesmo em trajetos de mais de 200 km, em momento algum o nível de carga ficou escasso.

No mais, é interessante notar como o Prius chama atenção nas ruas, não só por seu design com bastante personalidade, mas também devido ao sistema híbrido. A Toyota ainda afixou adesivos nas laterais dos veículos que estão nas mãos da imprensa, com a frase “Tecnologia Híbrida”, para garantir que o modelo realmente não passe incólume aos olhares dos curiosos. Boa jogada, uma vez que os automóveis verdes ainda são desconhecidos para a maior parte da população.

Enquanto abastecia o veículo, o frentista elogiou as linhas da carroceria e perguntou quanto o carro custava. Quando falei que ele nem havia sido lançado comercialmente, o homem questionou como eu havia feito para compra-lo. Em outra ocasião, fui abordado pelo motorista de um Honda CR-V, que queria saber se o Prius realmente impressionava em termos de consumo. Mas a situação mais curiosa ocorreu quando estacionei em uma cidade do interior para atender o celular, durante uma pequena viagem. Dois rapazes passaram alguns minutos rodeando o modelo. Quando arranquei, percebi que um deles fixou o olhar no adesivo “Tecnologia Híbrida” e comentou com o outro: “viu? É hidramático”. Realmente, parace que a Toyota ainda precisará fazer muito marketing antes do início das vendas.

Fotos | Alexandre Soares/Autos Segredos

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